quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O que você acha dos cartões de débito?

O que você acha dos cartões de débito? Li alguns de seus artigos sobre cartão de crédito e percebi que geri-los pode ser meio complicado e o fato da fatura demorar a chegar complica a vida de muitos brasileiros. Falta controle, é verdade, mas será que começar a usar mais o cartão de débito não é uma boa saída? Recentemente, convenci um primo a usar mais o cartão de débito, de modo que ele comprasse só quando o saldo fosse suficiente. Ele aprovou a mudança. Gostaria de saber sua opinião a respeito disso. Obrigado”.


Cresci ouvindo uma frase, proferida sempre de forma entusiasmada pela minha amada mãe, que é muito pertinente para o tema deste artigo: “Tem dinheiro? Compra. Não tem? Não compra”. Ao ler este texto, minha mãe certamente se lembrará dos inúmeros episódios em que nos debatemos diante de uma decisão financeira. Mas, orgulhosa, dará seu testemunho a favor das atitudes econômicas aprendidas por este humilde blogueiro. Pois é, aprendi a economizar e focar esforços em razão de certos objetivos. Obrigado mãe!

Mas que diabo isso tem a ver com o cartão de débito?

Ora, se você tem dinheiro e quer comprar algo, use o cartão de débito e “sofra” logo! Se não tem dinheiro, cuidado! Se você acha que vai poder comprar o bem até o final do mês - aliás, uma desculpa perfeita para usar o cartão de crédito -, prefira esperar o tal momento chegar. Até lá, economize, trabalhe suas finanças e se prepare para atingir tal objetivo. Assim costumo agir.

O foco deste artigo não é comparar os tipos de cartões (crédito e débito). Cartões são ferramentas criadas para facilitar a troca de dinheiro e a compra de bens e serviços. Isso significa que ambos os tipos de operação, muitas vezes disponíveis numa mesma tarjeta plástica, são úteis e têm seu valor. Acontece que, para aqueles em dificuldades, o cartão de débito é muito mais indicado. Vejamos algumas razões para usá-lo com mais freqüência:

Razão 1: Você só gasta o que tem. Antigamente, era o cheque. Hoje é o cartão de débito. Você vai, compra, passa o cartão e o dinheiro “sai”, na hora, de sua conta corrente. O cheque funcionava bem, mas se o recebedor deixasse de depositá-lo na data presente (ou combinada), todo o orçamento poderia se comprometer. Sim, porque a maioria da população só gerencia suas finanças pela contabilidade mental, que não funciona. Com o cartão de débito não tem erro: comprou, pagou!

Razão 2: Você evita usar, incorreta e incoerentemente, o tempo nas negociações financeiras. Muitas pessoas não sabem lidar com os pagamentos pré-datados do cheque (que termo “velho”, hein?) ou cobrados em datas fixas, posteriores ao ato da compra. É verdade, tem gente que se perde e comumente usa o crédito rotativo do cartão de crédito. Com o débito, o tempo é hoje, agora. Se você sofre para avaliar os danos do crédito em seu orçamento, experimente usar o cartão de débito por alguns meses.

Razão 3: Você desenvolve a disciplina e o controle orçamentário. O que acontecerá se você comprar um produto hoje e, depois de alguns dias, tentar comprar outra coisa e a transação não for completada por conta de saldo insuficiente? Ou você interpreta o acontecimento como chance de avaliar suas finanças e manter um controle mais rígido de seu fluxo de caixa, ou deixa-se levar pela hipocrisia e manda passar “no crédito”.

Repare que quando você usa o cartão de débito, um controle rigoroso das despesas do dia-a-dia se faz necessário. Cada comprovante deve ser lançado em um controle de orçamento, de modo que você analise como os gastos evoluem e defina (e respeite) os limites para as próximas compras. Isso ajuda a criar, tanto em você, quanto em sua família, disciplina.

Razão 4: Você compra melhor. Como conseqüência da reconhecida maior disciplina, é possível aprender a priorizar melhor seus desejos e, assim, seus gastos como um todo. Comprar melhor significa comprar o necessário e o supérfluo, desde que o fluxo de caixa da família, os investimentos periódicos e os objetivos de curto, médio e longo prazos sejam respeitados. Ou comprar o necessário, deixando o supérfluo para a próxima data possível, respeitando os mesmos pontos citados.

Razão 5: O extrato bancário fica mais claro. Quando se usa o cartão de débito, a operação fica registrada no histórico de movimentações de sua conta corrente. Claro, o histórico do cartão de crédito também vem detalhado na fatura. A vantagem do cartão de débito é que essa informação está junto do extrato de sua movimentação, o que facilita o controle e a “fotografia” de sua real situação financeira.

Tenho certeza que você, usuário do cartão de débito, é capaz de listar inúmeras outras razões para justificar seu uso no dia-a-dia. Que tal levarmos adiante este exercício? Experimente listar, no espaço para comentários, as razões que o fazem optar (ou não) pelo cartão de débito. Eu, por exemplo, uso o cartão de débito em pelo menos 60% das transações cotidianas - percentual que vem aumentando bastante.

Se você ainda prefere os cartões de crédito (ou uma combinação saudável de ambos), deixe seu contraponto, mas com clareza no que diz respeito aos pré-requisitos para que a modalidade funcione bem para você - por exemplo: você é organizado? Já teve problemas? O que aprendeu? E por ai vai. Assim, democratizamos as ferramentas de auxílio financeiro e ganhamos todos mais conhecimento.

Autor: Conrado Navarro

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Empreendedor é fruto da genética ou precisa de formação?

por Flávio Roberto Evangelista De Andrade

Para saber um pouco mais sobre o termo empreendedor deve-se observar certas palavras e seus respectivos significados importantes para obter uma melhor compreensão do assunto.

A palavra Empreender, na língua portuguesa é verbo transitivo direto e significa, segundo o Minidicionário Aurélio, pôr algo em execução, e a palavra empreendimento, um ato de empreender ou que se empreendeu.

Há algum tempo atrás, mais precisamente no século XVII, o termo empreendedor designava o indivíduo que faz algo novo ou que executa ações extremamente importantes e que, de certo modo, modifica a economia ou os negócios.

É na economia francesa, há quatro séculos atrás, que o empreendedorismo ganha força e se torna um assunto mais pesquisado e estudado, inicialmente por pesquisadores economistas, como é o caso de Jean Baptiste Say e Joseph Shumpter. O primeiro pesquisador, criador do termo empreendedor, baseou-se nas ações que o indivíduo realiza para então formular o conceito. O empreendedor para Say seria aquele que consegue mover recursos econômicos de uma área para outra, equilibrando e potencializando as áreas por ele trabalhadas. Say ficou famoso por já no século XIX empregar ao termo empreendedor o sentido daquele indivíduo que gera valor para ele e para a própria sociedade. O segundo pesquisador, já no século seguinte, apresenta a idéia do empreendedor como inovador, aquele que transforma o capitalismo, desenvolvendo ações de ordem criativa ou até mesmo destrutiva, reformulando, revolucionando o modelo de produção da época. Shumpter acreditava que o empreendedor não seria realmente empreendedor se não inovasse nada.

Pesquisas mais recentes realizadas por autores consagrados como Peter Drucker, famoso por escrever vários livros sobre gestão, revelam que o empreendedor precisa não parar nunca, deve também não somente abrir negócios, o que ele considera não ser a essência do empreendedorismo, mas agir aproveitando as oportunidades que vão surgindo pela frente, sem deixar de lado as idéias inovadoras que vão emergindo associadas ao próprio processo de empreender.

De fato, através de pesquisas mais atuais, observa-se que ninguém nasce empreendedor nato. É desenvolvendo algumas habilidades e características da personalidade e até dos próprios talentos, que a pessoa se mostra empreendedor. Logo, alguns desses fatores vão se modificando, sendo melhorados ou não, quando do contato com a família, a escola, o trabalho etc.

Então, ser empreendedor não é resultado exclusivo da genética, mas também de um tripé que forma a base para sê-lo: trabalho, talento e reserva econômica. O empreendedor necessita ser aquela pessoa que gosta do trabalho, se satisfaz com ele e está sempre envolvido em ações construtivas, que o levam a alcançar resultados extremamente positivos. Percebe-se que existe empreendedores nas mais diversas áreas do conhecimento: Administração, Economia, Medicina, Artes etc., entretanto, sem talento, o empreendedor não vai muito longe e não consegue realizar suas ações com o sucesso esperado.

Talento é um dom natural adquirido, é sua inteligência dita excepcional que revela a pessoa como indivíduo grandioso, criador e agregador de valores. Decerto, como pesquisador do tema há vários anos, entendo que, os dois fatores há pouco citados são essenciais para formar um empreendedor, não obstante, este ainda necessite do último fator: reserva econômica. Reserva econômica me refiro aqui ao capital. É o capital elemento necessário pra que o empreendedor possa desenvolver plenamente suas idéias e consequentemente seus empreendimentos.

O capital é o fator responsável por estimular a concretização das idéias incubadas e depois de um tempo implementadas. É o capital, ou melhor dizendo, o capital adequado que será, por si só, a mola impulsionadora para a concretização da própria inovação.

O indivíduo empreendedor necessita também de uma formação específica voltada para o empreendedorismo, pois se por exemplo desejar colocar no mercado uma empresa, deverá ter noções mínimas de implantação e implementação de um plano de negócios.

Fontes atuais encontradas com pesquisas realizadas pelo SEBRAE têm demonstrado que nos últimos 5 anos mais da metade das empresas iniciadas não conseguem sobreviver ao final do seu primeiro ano de vida. Uma das explicações mais coerentes é que a maioria dos empresários e empreendedores, não têm a formação necessária e/ou desconhecem o plano de negócios como instrumento insigne para a realização dos objetivos e fortalecimento das suas empresas num mercado tão competitivo.

Em suma, só para lembrar: para ser empreendedor deve-se nascer com iniciativa e coragem para ousar. O medo faz com que não consigamos a realização do sonho tão comentado pelo autor Fernando Dolabela, uma das autoridades sobre o assunto. Não obstante, o empreendedor que não corre ricos calculados, que não possui liderança, ou que não é otimista ou motivado para agir dificilmente obterá sucesso em seus empreendimentos ou em qualquer coisa que faça.

Fonte: http://www.gestopole.com.br/article.php?article_id=1170

quinta-feira, 8 de abril de 2010

CURSO GRATUITO DE AUXILIAR ADMINISTRATIVO CONTÁBIL E FINANCEIRO

Local: Fundação Bradesco - Cidade de Deus - Osasco/SP

Período: 17/05/ até 14/06/2010 d.C
Carga Horária: 60 horas - Horário: 19h às 22h
Professor Luis Cavalcante (Contabilista e Economista)
Maiores informações: Fone - (11) 3684-4824
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=19801686&tid=5457804772017894510&na=4

quarta-feira, 24 de março de 2010

10º Encontro Brasileiro de Finanças

De 29/7/2010 a 31/7/2010
Agência FAPESP – O 10º Encontro Brasileiro de Finanças será realizado em São Paulo, capital, na Fundação Getúlio Vargas – Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP) entre os dias 29 e 31 de julho.

Organizado pela Sociedade Brasileira de Finanças, o encontro é dividido em quatro áreas de concentração: “investimentos”, “finanças corporativas”, “derivativos e risco” e “econometria e métodos numéricos em finanças”.

Os artigos a serem submetidos devem explicitar uma das áreas de concentração e ser enviados até o dia 19 de abril. Há o limite de três trabalhos por autor.

Os trabalhos enviados em inglês da área de finanças corporativas também serão avaliados para possível publicação em uma edição especial do Journal of Corporate Finance que tratará da América do Sul.

Informações, inscrições e submissões de trabalhos podem ser feitas pelo endereço: www.sbfin.org.br/site

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/11934/agenda/10-encontro-brasileiro-de-financas.htm

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010